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Opinião Curitiba
Desde: 20/03/2009      Publicadas: 5719      Atualização: 25/09/2017

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 Recordar é Viver

  19/09/2010
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Raí: marca de bom jogador e raça no futebol amador

Por José Domingos Borges Teixeira

Atrás do balcão do bar do Flamengo, onde batíamos papo com amigos, a presença de uma das legendas de nosso futebol amador, Raí. Durante muitos anos foi um dos melhores laterais de nossa suburbana, atuando pelo Tries-te e depois pelo Flamengo. Raçudo, firme, sem medo de "cara feia", dedicado e bom jogador. Mesmo atuando com vigor nunca foi desleal. Era disciplinado.

Observando aquele homem servindo cervejas e outras bebidas, com alegria e demonstrando seu amor pelo clube onde foi jogador por dez anos, a certeza que pessoas idealistas precisam ser respeitadas e aplaudidas. Ao deixarmos o Flamengo para seguirmos nossa caminhada, passando pela sede da sempre lembrada Sociedade Santos Andrade, no Campo Comprido, hoje do Barigui - Seminário, onde acontece em todos os domingos um excelente almoço, passamos a relembrar Raí, jogando pelo Trieste e Flamengo. Entendemos ser merecedor de um "Recordar é Viver" e o faremos na sequência destas linhas. Passagem pelo centro e deslocamento até a Vila São Pedro, onde no salão paroquial acontecia uma feijoada beneficente organizada pelo Encontro Matrimonial Mundial Brasil - Diocese de Curitiba. Depois, almoço comemorativo aos 80 anos de Dona Olinda, na Sapolândia.

A seguir, viagem até o Haras Montana, em Campo Largo, onde o companheiro Zé Santos reuniu amigos em torno de um churrasquinho esperto. Este haras, muito bonito, é administrado com extrema firmeza por Dona Maria, que está lá há 26 anos, é de propriedade do Carlos, conhecido por Tito. Um local simplesmente maravilhoso. No retorno, passagem por uma grande festa de igreja em homenagem a Santana, na localidade de Carleto e ali encontramos alguns conhecidos e pessoas que nos reconheceram e vieram conversar conosco.

Passamos bons momentos por ali e batemos um papo com Augusto Fedalto, primo de Dom Pedro Fedalto, coordenador da festa. Em torno destas visitas traremos detalhes em outras matérias. Voltando ao Raí, o encontramos entre os campeões de 1964, da 1ª Divisão de Amadores, pelo Tries-te. Ao seu lado, Joel Mendes, um dos grandes goleiros brasileiros, com atuações pelo Coritiba, Santos, Bahia, times do Recife, Colorado e outras equipes, Renatão, Angelim, Idário, Altair, Luizinho, Tosin, Sardinha, Genival e Polaco.

Sardinha foi relembrado recentemente neste espaço, bem como Genival, que inclusive atuou no nosso "Os Desavergonhados". No ano seguinte o bicampeonato praticamente com os mesmos companheiros e mais o Parodi, um dos destaques em nosso amadorismo, falecido ainda jovem, vítima de um acidente de trânsito. No tradicional rival do Trieste, o Iguaçu, foi campeão e o Trieste ficou como vice e Raí estava na equipe.

Depois, surgiu no Trieste um jovem de qualidade e aos poucos foi ganhando destaque, conseguindo a titularidade. Veri, que se tornou como Raí, uma personalidade do futebol amador, substituiu Raí e este seguiu para durante anos defender o Flamengo, onde trabalha até hoje. Inclusive, em 69, Veri comemorava seu primeiro título como titular pelo Trieste, tendo como parceiros - Renato, Zé Mario, Sérgio, Altair, Valdo, Roberto Pigue, Zequinha, Irala, Paulo Roberto, Genival, Acir e Carioca.

O Flamengo foi campeão da 2ª Divisão de Amadores em 76 e Raí estava lá entre Joãozinho (goleiro), Zeido, Bite, Jair, Bozza, Pedrinho, Ademir, Agostinho, Menegusso, Ademir II, No-rival, Breda e Pelé. Em 78, novo título do rubro-negro no Estádio Monte Bérico, com Raí, lateral direito, ao lado de Joãozinho (goleiro), Samário, Bité, Jair, Zeido, Bozza, Ademir, Volpi, Breda, Pedrinho, Ademir II, Sérgio, Loacir, Pedrão, Norival, Ademir Valente e Pupia. Em 79, com quase os mesmos jogadores, inclusive Raí, o Flamengo, era vice-campeão. Neste mesmo ano o Flamengo foi vice-campeão de segundos-quadros.

Em 81, outro vice-campeonato do Flamengo, com participação na equipe do lateral Raí. Isto, apenas um pouco da carreira de um símbolo e garra e bom futebol de nosso amadorismo. Acompanhou, ainda, vários outros títulos do Flamengo, entre equipes de base e também entre segundos-quadros, os chamados aspirantes. Apaixonado por futebol continua acompanhando com atenção o Flamengo, inclusive o ajudando voluntariamente com muito carinho. O Raí é merecedor de aplausos pelo que representou e representa em nosso futebol amador. São quase 50 anos de dedicação e respeito pelo futebol.
  Autor:   José Domingos Borges Teixeira





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