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Opinião Curitiba
Desde: 20/03/2009      Publicadas: 484      Atualização: 10/03/2010

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 Local
  01/02/2010
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Moradores reclamam de ruas esburacadas no "centro" do Capão Raso
A condição de aparente abandono nas ruas dos bairros lidera a lista de reivindicações da população; em contrapartida cresceu a média de pavimentação na cidade

Para o secretário Tookuni, o problema vem de três décadas atrás, quando era apenas usado o anti-pó e a frota de veículos era menor

A redação do Jornal Opinião Curitiba recebe mensalmente inúmeras reclamações de problemas enfrentados pelos moradores dos bairros da região sul da cidade. Entre os temas que lideram as reivindicações da população está a insatisfação acerca da quantidade de buracos pelas ruas, tanto em áreas residenciais, quanto comerciais.

Para Eliana Mendes S. Souza, residente na Rua Frei Teófilo, moradora do Capão Raso há quase 50 anos, o centro do bairro está completamente abandonado. "Depois da construção da Linha Verde, os acessos ao Capão Raso estão em perfeito estado. As principais avenidas, como a Winston Churchill, por exemplo, também estão em bom estado, mas o interior do bairro está caótico, com ruas esburacadas e sem meio fio", revela a moradora.

Há 10 anos, uma solicitação dos moradores encaminhada ao então diretor da Regional Pinheirinho, para que a Frei Teófilo fosse recuperada, foi prontamente atendida. "Foi feito um excelente trabalho, com a devida estrutura. Foram colocadas pedras para tapar os buracos, uma camada de asfalto mais grossa e meio fio, tanto que na quadra em que moro, até hoje, nunca mais tivemos problemas. Mas nas demais quadras da Frei Teófilo, como nas outras ruas situadas no meio do bairro o problema permanece", diz.

De acordo com o Secretário Municipal de Obras, Mário Tookuni, o problema não é uma exclusividade da atual administração. "Esse problema vem de pelo menos três décadas atrás, quando era apenas usado o anti-pó, mais barato. Na época, devido também a outros fatores mas, principalmente ao pequeno tráfego de veículos, esse anti-pó resistia por muito mais tempo. Atualmente, nossa preocupação é realizar a troca do anti-pó pelo asfalto, de melhor qualidade, produzido pelas próprias usinas da prefeitura. Mas como a demanda é grande e vai além do orçamento, é necessário estabelecer critérios para definir as obras prioritárias", explica Tookuni.

O secretário municipal de obras acrescenta que, entre os critérios mais relevantes para a execução das obras, estão as ruas por onde circulam os ônibus do Transporte Coletivo, para manter o bom estado dos veículos e não onerar a tarifa. A seguir estão as ruas que possuem ponto comercial, para facilitar a locomoção dos usuários e, por último, as ruas exclusivamente residenciais. "Não é que elas fiquem de lado. Mas temos um orçamento para trabalhar, procurando atender e beneficiar a população de todos os bairros da cidade, cumprindo com o compromisso assumido pela administração", finaliza.

Além disso, de acordo com o secretário municipal, o planejamento para as obras necessitam atender às solicitações da comunidade feitas em uma das nove administrações regionais, àquelas encaminhadas por meio dos vereadores dos bairros e também aos pedidos feitos em audiências públicas, semanalmente realizadas nos bairros. Segundo Eliana Souza, o problema do Capão Raso já foi discutido com um dos vereadores que representa a região, mas os moradores disseram não ter tido um efetivo apóio nas reivindicações para a execução das obras.

Usinas de asfalto geram economia

Com a produção das usinas de asfalto do município, a Prefeitura de Curitiba conseguiu economizar R$ 10 milhões nos últimos dois anos. A economia é resultado da diferença que o município pagaria para comprar o pavimento e o custo de sua produção própria.
Os recursos são usados em outras obras públicas e reinvestidos na modernização das usinas. A mais antiga delas fica na região sul, foi construída na década de 60, na CIC. A mais recente, da região norte, inaugurada pelo prefeito Beto Richa há dois anos, no Abranches.

A produção total das usinas foi de 354 mil toneladas em 2008 e 2009. A unidade sul produziu 105 mil toneladas de asfalto, enquanto na unidade norte a produção foi de 249 mil toneladas. O preço médio do asfalto no período era de R$ 130 por tonelada, enquanto as usinas da Prefeitura registraram um custo de produção próximo a R$ 100 por tonelada. Se fosse necessário comprar asfalto, o gasto chegaria a R$ 46 milhões, mas ficou próximo a R$ 36 milhões graças ao trabalho das usinas.

As 354 mil toneladas produzidas seriam suficientes para asfaltar de forma linear 405 quilômetros de ruas, mas toda a malha viária pavimentada da cidade foi beneficiada, com manutenção e recapes em mais de quatro mil quilômetros.

"Além da economia, a decisão de construir uma nova usina também trouxe mais eficiência para o trabalho de manutenção da pavimentação da cidade porque agora temos dois pontos de produção, na região norte e sul, o que facilita a distribuição do material na cidade", conta Tookuni.
Graças à nova usina, a média diária de manutenção de pavimento subiu de 14,6 para 20 quilômetros por dia.

Média diária de recuperação de asfalto

Janeiro 2005 - 8,5 quilômetros/dia
Janeiro 2006 - 12,9 quilômetros/dia
Janeiro 2007 - 14,6 quilômetros/dia
Dezembro 2008 - 16 quilômetros/dia
Previsão 2009 - 20 quilômetros/dia
  Autor:   Zinho Gomes e Assessoria
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